O ovo de codorna e o amendoim, conhecidos popularmente como alimentos afrodisíacos, aumentam a fertilidade
Mito. A sexualidade e a libido não têm relação nenhuma com a fertilidade, dizem os médicos.
O homem que deseja ser pai também precisa de suplementos de ácido fólico
Mito. As cápsulas dessa vitamina do complexo B são indicadas apenas para as mulheres que desejam ser mães. O suplemento é essencial para prevenir malformações no feto, principalmente nas primeiras semanas de gravidez. Segundo a nutricionista Renata Cristina Gonçalves, de São Paulo, o ideal é iniciar o consumo reforçado da substância três meses antes de engravidar e mantê-lo até o terceiro mês de gestação.
Os candidatos a papai estão dispensados da ingestão do ácido, mas devem incluir na dieta as fontes naturais da vitamina, como brócolis e espinafre. Um estudo da Universidade da Califórnia mostrou que os homens com baixo nível desse nutriente no organismo possuem menos espermatozóides. E isso não é um mito.
Homens e mulheres vegetarianos precisam rever as regras alimentares na época de engravidar
Verdade.
O ideal é procurar um médico ou nutricionista para avaliar bem a situação. Pode haver a necessidade de compensar a carência de alguns nutrientes. Mulheres vegetarianas, por exemplo, costumam apresentar deficiência de zinco. Esse mineral é importante para a função reprodutiva e pode ser encontrado em ostras, carne vermelha, fígado de galinha e feijão.
É recomendável que o homem ingira uma grande quantidade de vitamina A no período pré-gravidez.
Mito. A deficiência desse nutriente, presente em alimentos como leite, ovos e fígado, pode diminuir a produção e a resistência dos espermatozóides, o que tem efeito direto nas chances de engravidar. Por outro lado, seu consumo precisa ser equilibrado, já que as doses elevadas podem ser tóxicas para o organismo.
Durante o tratamento contra a infertilidade, sexo deve ser evitado ou controlado.
Mito.
O contato íntimo entre o casal está liberado, a menos que o médico prescreva formalmente a abstenção sexual. Levar uma vida afetiva normal ajuda a relaxar – primeiro passo para a conquista do sonho da gravidez.
A pressão social, da família e dos amigos pode atrapalhar a engravidar.
Verdade.
Cobranças sutis ou ostensivas, principalmente por parte de sogras e mães esperançosas de virar vovós, só aumentam o estresse. A maternidade não é uma obrigação, é um prazer.
Útero retrovertido dificulta a gravidez.
Mito.
Se o útero sempre foi retrovertido, não há obstáculo. Mas em geral o útero altera sua posição natural em conseqüência de cicatrizações pélvicas que aderem a ele. Nesse caso, há problemas. As cicatrizes ocorrem como seqüelas de inflamações internas dos genitais ou de endometriose. É provável que a doença que causou a retroversão esteja relacionada à redução da fertilidade. Em suma: não impede a gravidez, mas, se apresentar aderências, pode dificultar a sua evolução.
Mulheres atletas, que se exercitam demais, podem ter maior dificuldade de engravidar.
Verdade.
Exercícios extenuantes, como corridas de longa distância, podem resultar no que se chama de amenorréia, ou ausência de períodos menstruais. Isso ocorre quando o nível de gordura do corpo cai a níveis inferiores aqueles necessários para ajudar na ovulação. Há aquelas que, mesmo com rotina de superatletas, continuam a ter sua menstruação regularmente. A experiência aconselha, de todo modo, que as mulheres empenhadas em engravidar devam reduzir seus exercícios para níveis mais moderados.
Tratamentos contra infertilidade sempre geram gêmeos.
Mito.
A grande maioria dos tratamentos resulta em gravidez de um único feto. A possibilidade de gravidez múltipla é, sim, ligeiramente maior: de 10% a 20%.
Posição sexual ajuda a determinar o sexo do filho. Relação sexual de pé ou de quatro, gera homem; o clássico papai-mamãe facilita a concepção de meninas.
Mito.
O pressuposto dessa antiqüíssima relíquia da sabedoria popular é que quanto mais perto do útero a ejaculação, maior a chance de vingar um bebê macho. O que há de realidade, por trás disso, é que o espermatozóide Y – o que vai gerar homem – é mais leve, rápido e menos resistente que o espermatozóide X – que dá em menina – é mais pesado, lento e resistente. Portanto, pode haver, sim, uma relação entre o dia do intercurso e a determinação do sexo. Se a relação sexual acontece no dia da ovulação, os espermatozóides masculinos, embora menos resistentes, podem chegar ao óvulo antes dos femininos. Se a relação se dá antes ou depois da ovulação, crescem as chances dos espermatozóides femininos, que duram mais. Daí também a confusão feita entre sexagem e ciclo da lua – na verdade, o que importa é o dia da ovulação.
Receita para quem quer filho homem: comer carne e comida salgada; para menina: comer sobremesas com creme.
Mito.
O sexo do bebê depende única e exclusivamente do espermatozóide que fecunda o óvulo. Os espermatozóides podem ter um cromossoma X (feminino) ou um cromossoma Y (masculino), enquanto os óvulos sempre têm um cromossoma X. É simples: se o espermatozóide que penetrou o óvulo tem um cromossoma X, nascerá menina; se tiver um cromossoma Y, será menino. Nada a ver com dietas alimentares. Nem com outras superstições, tipo acreditar que relação sexual na lua crescente produz menino, e na lua cheia, mulher.
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